Pós Graduação em Inteligência de Mercado: Vale quanto cobram?

Começo de ano é hora de fazer balanços e planos.

Olhar pro lado e ver se está evoluindo ou se está estacionado na carreira.

Olhar pra frente, analisar o mercado e decidir o que fazer para avançar mais um degrau na escalada profissional.

Do outro lado, as escolas aproveitando esse momento de decisão, estão prontas para lançar suas iscas e capturar o maior número de clientes.

Muita calma nessa hora!

Todo cuidado é pouco.

Tem muita gente perdendo o sono pra tomar essa decisão.

Claro, um curso que à vista pode chegar a R$25.ooo e em 23 vezes passa dos R$30.000, tem mesmo é que pensar, repensar, tornar a ver, conversar, caso contrário vai ficar inteligente e pobre.

Será que quem está comprando esse tipo de serviço está ciente que 50% desse valor faz parte do status da grife da escola? O valor da marca é tão ou até mais caro do que o produto ou serviço oferecido.

Ok, eu sei, nenhuma novidade.

O problema é que muitas vezes, se não a maioria, a escolha desse investimento é feita apenas olhando para o status do nome da escola e nem sequer analisando o programa do curso.

Mas isso é uma ilusão.

Procure ver nas listas que tem aos montes no Yahoo ou Grupos sobre oportunidades e vagas de trabalho disponíveis. Por força do meu trabalho, eu assino uma meia dúzia. Todos os dias novos assinantes escrevem uma apresentação nas listas e a primeira frase é inevitável: Tenho MBA na * - - -

Parece um mantra. Um mantra do mal, é claro.

Sério, ou todos decoraram o mesmo texto, ou fazer MBA nessa escola é um mico.
Ou então deve ter um gostinho especial pensar: estou desempregado mas tenho MBA na * - - -

O assunto é sério, estar desempregado é um drama. Tão difícil quanto trabalhar no que não se gosta, nem se sentir valorizado no que faz. Mas será que a única alternativa é se endividar com a esperança de conseguir um trabalho melhor depois do curso na escola famosa? O que na maioria das vezes nem sempre é verdadeiro.

Será que pesquisar uma bibliografia de qualidade sobre o tema e ter a disciplina de fazer um estudo sistemático não pode trazer bons resultados também?
Será que o único diferencial que um profissional pode ter é ser igual à todos?

Basta folhear qualquer revista de carreira para ver a enxurrada de cursos oferecidos nessa época, em todas as áreas.

É um mercado milionário que acena para o sonho do cliente.
O que está sendo vendido não é um curso, mas uma probabilidade. (Ok, é isso o que toda publicidade faz, eu também já sei).

A questão aqui é - O que pode ser feito diferente e trazer um resultado tão bom quanto?

Será que a proficiência em uma segunda ou terceira língua não é um investimento mais seguro? Será que planejar uma viagem de 6 meses fora do país, num intercâmbio de trabalho e aperfeiçoamento de idioma não é mais negócio? Será que procurar fazer um curso por e-learning, e sufocar todo o preconceito provinciano contra essa modalidade de ensino, não é bom também?
Quantas outras alternativas mais existem?

*--- é a ---!

A Inteligência Espiritual da Dr Zilda Arns


Essa semana ficamos mais pobres e mais órfãos.

Uma brasileira de valor morreu e nos deixou um legado que poucos conhecem.
A Dr. Zilda Arns, que nunca teve uma vida convencional só poderia sair de cena de maneira extraordinária, nessa imensa tragédia no terremoto do Haiti.

Como pediatra e sanitarista, com soluções simples ela alcançou resultados extraordinários na criação e gestão da Pastoral da Criança, uma ONG bem sucedida, criadora de uma tecnologia social e reconhecida internacionalmente pela seriedade do trabalho.

Água, sal e açucar contra desidratação (solução de soro caseiro).
Casca de ovo, folha de mandioca e fubá e farelo de tigo contra a desnutrição crônica (multimistura).

Como alguém bem disse nas várias homenagens que estão fazendo agora: "Ela viveu o milagre da multiplicação dos pães".
Além disso, quem a conhecia, diz que seu lema era o versículo de João 10:10 - "Eu vim para que tenham vida e vida em abundância".

O trabalho dela era tamanho que dificilmente vai ter uma pessoa para levantar sozinha essa bandeira que ela carregava. Por isso vejo que essa pode ser uma bandeira de todos nós que ficamos.
Dignidade, grandeza, ética, simplicidade, inovação, responsabilidade, humildade, honestidade, motivação, o que mais se pode esperar de uma liderança?
Por que não adotamos pelo menos um desses atributos e colocamos em ação agora? O que mais precisamos para sair da inércia?

Ela e o Betinho tiveram essa visão e não ficaram esperando por nada nem por ninguém, foram à luta. Ambos exerceram sua inteligência espiritual plenamente.
Olharam em volta, não gostaram do que viram, arregaçaram as mangas, conseguiram adesões no caminho e nunca esperaram que nenhum governo fizesse algo.

Lembrando uma música de José Miguel Wisnick ".....se meu mundo caiu, eu que aprenda a levitar..". A Dr Zilda teve a competência e a fé necessária para levitar. Levitou sobre a mortalidade infantil, sobre as dificuldades, sobre a falta de apoio oficial, sobre a cegueira que cobre o nosso olhar sobre a miséria do nosso país. Ela simplesmente levitou e foi em frente.

Aos 73 anos, depois de todo o trabalho realizado podendo escolher estar em casa, curtindo os netos, e desfrutando de uma vida calma, de quem cumpriu seu dever, ela escolheu continuar atuante. Morreu em serviço, em missão humanitária num congresso para levar a experiência da Pastoral para outros países. Ela tinha uma missão e ouvia seu chamado. Ela foi muito além do simples exercício do dever.

E você, o que vai estar fazendo aos 73 anos? Quais vão ser suas escolhas?

O que falta para você ser um profissional de Inteligência de Mercado?


«As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada.»Philip Kotler


A cada temporada é possível observar grandes grupos fazendo fusão e levando junto, como num tsunami corporativo, empresas menores e centenas de empregos diluídos. Afinal uma operação desse porte dispensa cargos e funções repetidas.

Empresas que não se preocupam em aplicar alguma ferramenta de inteligência competitiva estão fazendo pic nic na beira do vulcão" ou como disse Kotler elegantemente, deveriam "ficar preocupadas com o custo de não fazer nada".

Inteligência de mercado há muito tempo deixou de ser uma atividade estratégica!
Hoje ela já é absolutamente operacional. Ou a empresa pratica ou prepara-se para ser engolida pelo concorrente amanhã. Entregando de bandeja ao lobo mau os doces que chapeuzinho ia levar para a vovozinha....
Parece brincadeira, mas tem muita empresa que cresceu mas continua com práticas domésticas de fundo de quintal, sem se dar conta da barbárie que é o mercado.

Nesse contexto selvagem, qual é exatamente o problema dos profissionais de Inteligência de Mercado?
Grande parte de suas atividades nada tem a ver com Inteligência.

Parece incoerente?

Geralmente eles se perdem em coleta de dados ao invés de colocar o foco na definição de estratégias competitivas.
Pesquisas, informatização, clippings relacionados apenas à coleta de informações, não significam necessariamente a construção de um business com diferencial de mercado, traduzido em números significativos no Balanço da empresa.
Para desenvolver estratégias eficientes é preciso conhecer em profundidade as necessidades, a realidade do negócio e seu mercado setorial.

Algumas perguntas podem e devem sempre nortear as ações:

- "Onde meu trabalho causa mais impacto nos resultados da empresa?"
- "Os relatórios do meu trabalho influenciam o pensamento do tomador de decisão?"
- "Participo das reuniões de Inteligência da minha empresa?"
- "Após as atividades de IM, quanto minha empresa ( ou setor) aumentou a lucratividade?"
- "Em que medida a atividade de IM é percebida como estratégica pela empresa?"

O profissional de IM deve realizar todo o suporte a vendas, fazer um benchmarking, criar inteligência de produtos, responder as questões da diretoria, analisar a concorrência, fazer boletins, mas também deve ir além disso.

Pra começar, que tal a identificação dos perigos e oportunidades do negócio e das forças e fraquezas da empresa? Para isso não bastam as informações de bastidor é preciso ir à campo. Conversar, ouvir, ponderar, refletir, discutir, comparar.

Mostrar os dados do mercado é importante. Apresentar as informações que os tomadores de decisão pedem, também. Mas é preciso ter em mente o que é preciso para redirecionar os negócios e expandí-lo sustentavelmente. Fazer crescer para não perecer.

Os resultados das ações de IM passam por conquista de grandes clientes, desenvolvimento de novos negócios, entrada em novos nichos e mercados, recuperação de gaps de tecnologia, liderança de mercado, aquisições, fusões, obtenção de vantagens de custos, para ficar apenas nos principais.

Outro ponto fundamental é a identificação dos pontos cegos. Mostrar o que não é percebido pela diretoria é crucial.

Saber onde estão os gargalos e principalmente onde desatar esses nós também faz parte do trabalho. Além disso, uma certa dose de análise crítica não faz nenhum mal.
Uma consultoria externa e independente faz isso bem melhor e mais rápido do que alguém de dentro da estrutura. Quando o olhar não está contaminado pelo anestesiante dia a dia operacional, muita coisa pode ser notada.

É costume dar valor apenas ao que é conhecido, mas identificar as falhas, as zonas de ignorância, ampliar a percepção pode ser o grande diferencial entre o sucesso e o fracasso de uma ação, que em última instância, vai determinar seu emprego amanhã, ou não.

Aqui a pergunta devia ser outra: - "O ego e a arrogância da diretoria e do conselho, ou mesmo dos sócios estão preparados para ouvir esses diagnósticos?"

Como anda seu índice FIB - Felicidade Interna Bruta?

Você já se perguntou se o que você faz é business ou é apenas uma ocupação? Ou melhor, você já se deu conta do seu índice de FIB?

É bom pensar. Seu futuro profissional (e pessoal) depende dessa resposta.


Atualmente:


-
87% das pessoas não está satisfeita com a sua vida profissional

- 62% trabalham pela remuneração;

- 59% permanecem no emprego por medo de mudar e se dar mal

- 27% se sentem velhos demais para mudar

- 36% acham que não ganhariam o mesmo em outra função

- 71% permanecem onde estão por puro conformismo e acomodação

- 38% ficam pelos benefícios conquistados na atual empresa

- 27% por outras razões - (o que gostam de fazer é muito diferente do que aprenderam a fazer, a família não apoiaria, daria muito trabalho mudar...)

Considerando que passamos a maior parte das nossas 24 horas do dia trabalhando, somado ao tempo de deslocamento e preparação para trabalhar - banho, troca e compra de roupa, sapato, atualização de antivírus e etc. .... temos aí pelo menos, umas 12 horas por dia envolvidas com nossa atividade profissional. Somando a isso o tempo gasto no celular e respondendo e-mails profissionais, que muitas vezes ocorrem fora do horário convencional de trabalho. Dependendo do tipo de atividade o trabalhador recebe esses gadgets "de presente" do empregador. Coloque aí mais uma hora.


Agora some o tempo necessário que você precisa para dormir.

Como esse item é variável - de 8 a 5 horas, vamos considerar uma média de 7 horas.

12 + 7= 19.


19 horas. Esse é o tempo envolvido com o trabalho e o sono para recuperar a energia para mais um dia de trabalho.


Sobram 5 horas para você!! Maravilha!


Se você é homem, mora sozinho e se alimenta com fast food, afinal é bem mais rápido e não dá trabalho: considere mais 1 hora durante todo o dia com alimentação nas 3 refeições principais. (um café rápido na padaria, restaurante self-service no almoço e um sanduba à noite)

Nesse caso você tem 4 horas inteirinhas para você! Pode ir à academia, ao happy hour, ou fazer um curso.


Se você é mulher, casada e com filhos, aí a coisa muda. Nessas 5 horas você tem que fazer caber: as compras do supermercado, colocar a roupa na máquina, lavar a louça, preparar e comer o alimento, buscar e /ou levar o filho na escola, acompanhar a lição em casa, etc, etc...


Na Idade Média isso era conhecido por
servidão.

Mais tarde no Renascimento passou a ser escravidão.

Mas agora, na pós-modernidade você é visto como um (a) "profissional de sucesso".


Essa continha básica leva a uma reflexão. O que estamos fazendo conosco? Ou melhor, o que eu estou permitindo que façam comigo?


Voltando aos dados iniciais: "87% das pessoas não está satisfeita com sua vida profissional".
Só de ler me dá arrepios.

Quer dizer então que quando eu vou ao dentista, contrato um mestre de obra, peço uma pizza, faço uma viagem, abasteço o carro, compro uma roupa, vou ao cabelereiro, contrato um Contador para fazer meu IR, a pessoa que me atende pode estar entre os 87%? Então deve ser por isso que ela me atende mal, boicota o serviço, faz de qualquer jeito, causa uma infecção na minha gengiva por falta da assepsia correta, serve uma massa de pizza borrachuda com queijo rançoso, atrasa o prazo de entrega, me faz cair na malha fina.... etc, etc...etc?

Ah bom, então tá.

Como saber quem está entre os 13% de profissionais satisfeitos?


No meu trabalho com Inteligência de Mercado eu também faço orientação profissional e realinhamento de carreira.
Uma coisa híbrida entre o coach e o Outplacement.

Os profissionais que me procuram, geralmente entre os 27 e os 60 anos, estão no limite de um profundo mal estar em seus trabalhos e também em suas vidas.

Meu papel é analisar a situação profissional atual, ajudá-los a encarar, observar os sinais de demanda do mercado de trabalho e traçarmos juntos estratégias de ação para o futuro.

Eu procuro unir o estratégico, o tático e o operacional com o foco exclusivo em fazer algo significativo para si e para a sociedade em que vive e receber bem por isso. Ou seja, meu trabalho é fazê-los sair dos 87 para os 13% e aumentar o índice de seu FIB.


Estar ocupado, apenas preenchendo o tempo, esperando ele passar e aguardando o salário no final do mês - e enquanto isso reclamando de tudo à sua volta e consumindo irresponsavelmente - é levar uma vidinha muito pobre - por maior que seja o salário!

Redes Sociais: "Do Broadcast ao Socialcast"


Do Broadcast ao Socialcast:
Como as redes sociais estão transformando o mundo dos negócios

Para fazer o donwload do livro clique aqui


Viver em rede já deixou de ser uma opção. Ou você está em rede ou não existe.

Esse livro, escrito a vários teclados, mostra o que podemos esperar das próximas décadas do século XXI.

"As múltiplas faces da inteligência".


Acabei de passar uma temporada surreal. Dez dias acompanhando meu filho internado num hospital de reabilitação motora.

Os casos que eu vi e as histórias que ouvi nesses dias, por si só já davam para preencher um pequeno manual que poderia se chamar: “Cuide de sua saúde enquanto é tempo, senão....”.

Falar desse tema aqui? Esse não é o lugar errado para tratar disso?

Não, se partirmos do princípio que sem saúde não há vida, nem trabalho, mercado e competitividade. Portanto nesse espaço também cabe esse assunto. Se seu corpo e sua mente não estiverem em forma, ou o mais próximo disso, desencana, você vai ser um peso para o mundo. E não tem empresa que aguente carregar um peso morto. Nem família, nem amigos.

Inteligência começa quando eu olho para o meu umbigo e me cuido, com consciência. (Comprar frutinha descascada na bandejinha de isopor no supermercado não é exatamente uma atitude inteligente, pode ser cômodo.... mas o resultado está muito longe da saúde, além de ser insustentável do ponto de vista sócio-ambiental).

Embora possa parecer mórbido, a essência desse assunto é de esperança e coragem. Principalmente para quem ouviu que o filho tinha toda a chance de ficar em estado vegetativo e hoje o vê recomeçando a trocar os primeiros passos. Uma grande vitória a comemorar. Portanto, nem tudo que os médicos falam é confiável. Aliás, hoje em dia, apenas uma minúscula parte é, e mesmo assim, deve ser confrontada com mais outras tantas opiniões exaustivamente, até você ficar convencido, caso contrário recuse diagnósticos furados.

Mas uma coisa ficou evidente nessa recente passagem pelo hospital:

O AVC é uma das epidemias do nosso século

A mistura de auto-indulgência; negligência e preguiça é no mínimo nefasta, para não dizer suicída. Fazer a gestão da própria saúde é uma atitude inteligente.

Ao lado dos acidentes de moto, carro e arma de fogo, que nem sempre são evitáveis - em cada esquina podemos encontrar um desequilibrado sem noção, bêbado ou drogado, o AVC depende de nossos hábitos diários.
Ninguém pode se dar ao luxo de acusar o outro pelas consequências de hábitos doentios praticados consistentemente, dia após dia.
Uma relação simples de causa e efeito.

A mistura de pressão alta, mais alimentação errada, hábitos sedentários, obesidade, cigarro, bebida e stress são os ingredientes desse quadro nefasto. Quem trabalha no que não gosta, com gente que detesta, apenas pelo salário é um sério candidato a carregar esse título.
Ver pessoas com 17 anos com AVC e as severas sequelas incapacitantes é muito assustador!!!!

Mas tem gente que passa por isso, vai além e dá exemplo de superação e criatividade!!
Na época do acidente de carro do meu filho, quando ele ainda estava em coma, um amigo me enviou o livro da Dra. Jill Bolte Taylor, neurocientista de Harvard, sobre sua experiência com um derrame em 1996
"
A cientista que curou seu próprio cérebro". Imperdível.

Ela esteve dos dois lados do balcão. Como pesquisadora do cérebro e como paciente. O que ela ensina no livro é fundamental para que possamos entender como começar a lidar com esse paciente. Nesse trabalho ela conta como superou, depois de 8 anos, todas as dificuldades e sequelas do AVC.
O primeiro passo foi sentir-se responsável pelo próprio corpo. Deu muito trabalho, mas foi possível.

Quem se interessar pode assistir Aqui uma palestra dela relatando uma parte dos fatos.

Já o filme francês "O escafandro e a borboleta" não deve ser visto por quem é impressionável.
Nem por quem acha que não consegue fazer algo interessante na vida.

Em 1995 o editor-chefe da revista Elle, com 42 anos teve um derrame. Do nada. Dirigindo um carro, na estrada. Com um agravante, no caso dele veio acompanhado de uma síndrome conhecida como locked in, uma rara condição em que a pessoa fica consciente, com a percepção preservada, mas totalmente paralisada. Como se a mente estivesse presa num corpo que não responde aos desejos de movimento. E mesmo podendo mexer apenas uma pálpebra, sua fonoaudióloga encontrou uma técnica eficiente e ele escreveu o livro que gerou o filme.

Enquanto acharmos que coisas ruins só ocorrem com os outros, seremos vítimas fáceis desse inferno em vida!!
Tudo começa com uma atitude simples: assumir a responsabilidade, não só pela nossa própria vida, como também pela nossa própria morte e consequência dos nossos atos.
Sobre isso, o excelente texto "Adultos Infantilizados" de Contardo Calligaris na Folha do dia 26/11/09, mostra que isso é um luxo cada vez mais distante.
Nossa geração prefere abrir mão da autonomia em nome da zona de conforto.
Ok, são escolhas e cada uma delas vai trazer suas consequencias - mais cedo ou mais tarde.

E para quem acha que a vida já não está muito fácil, mesmo com todas as funções acontecendo regularmente, imagina com deficiência e falta de liberdade e independência?

Mesmo com todos esse exemplos de superação de dificuldades, de minha parte eu escolhi um outro conceito de felicidade. Eu escolho ter saúde e até ter uma morte súbita e instantânea. A lógica é de uma simplicidade franciscana.
Não quero passar por nenhum corredor de hospital, muito menos UTI, mas se eu chegar a entrar, por favor, desliguem todos os aparelhos.

Isso me lembra a última cena da "Era do Gelo 2".

Quando finalmente o esquilo morre e vai conseguir pegar a noz - aquela a qual ele passou o filme todo atrás dela. Quando ele já está na porta do céu, quase tocando seu objeto de desejo, Sid - o bicho preguiça -


num gesto de profunda boa vontade, resolve fazer uma reanimação.....e o esquilo volta sem a noz....completamente frustrado e com muita, mas muita raiva!!
Por favor, prometam que eu vou poder pegar minha noz...rs

Inovação? Onde?

"Quase toda a capacidade cerebral dos seres humanos é usada para continuar crendo no que já acostumaram a aceitar como verdade.

Ínfima é a disponibilidade para se colocar em dúvida alguma convicção.

Pior: a chance é nula se a novidade esbarrar em idéias repisadas como se fossem insuspeitas conclusões científicas. Detesta-se qualquer pensamento que abale algum fundamento aprendido na escola, principalmente nos grandes manuais usados no ensino superior.
Por isso, reflexões que rompem visões convencionais estão fadadas à rejeição do silêncio. "


"It's only business, baby!"

Inteligência de Mercado (IM) é visão sistêmica aplicada.

É sempre bom ampliar o repertório e buscar mais opções sobre temas que parecem inesgotáveis, mas com poucas nuances inovadoras.

Vamos juntando os pontinhos....

O assunto do momento é aquele que ninguém mais consegue ouvir falar. A história daquela instituição de ensino de SP, agora também na mídia global.
O tema extrapolou fronteiras tupi-guarani, pataxó e nhambiquara e foi parar no NYTimes.

Nossa insana mediocridade foi exposta ao mundo, sem véus.

Todos, absolutamente todos os veículos, apenas repetem o que as agências de notícias repassam.

Nessas horas fico profundamente emocionada quando vejo exercício tão grande de alienação e passividade.

Sendo assim, por que não acrescentar um ponto de vista com jeito de investigação de IM?

Diante do sanatório geral e de histeria coletiva costumo ter duas reações: Fico resignada e aceito que: "Sim, Macunaíma nasceu aqui".

Ou ironizo.

Dessa vez preferi a segunda pegada.

A ironia já começa na palavra universidade...e não termina mais.

Puro escárnio.

Sem mencionar o tremendo mau gosto de toda a história e o efeito manada.

Segundo o que foi divulgado, essa empresa tem alguns milhares de clientes, cativos por no mínimo 4 anos. Os números divergem entre 60.000 e 80.000. Não importa. Um ou outro é muita gente. Outra constatação óbvia é que essa clientela, na sua quase totalidade, deve ser da classe C e D e sendo assim, a grande maioria deve utilizar os recursos da Bolsa do Prouni. Cá pra nós: qual empresa não quer receber uma grana limpinha e garantida, ainda mais com isenção de tributos fiscais?

Uma busca básica pelo Google traz alguns dados interessantes:

- PROUNI TEM 23% DAS INSTITUIÇÕES COM NOTA BAIXA

- 55 instituições do ProUni têm notas ruins

Diante desse cenário, como será a disputa das empresas que vendem diplomas na acirrada disputa por ter mais e mais clientes utilizando esse recurso barato e que certamente engrossa a receita. Não é nenhum segredo que o índice de inadimplência das empresas de ensino particular só faz crescer.


Alguns fatos:

- São Paulo é disparado o maior Estado que recebe a Bolsa:

- Desde sua criação o Prouni já custou, em impostos não arrecadados, cerca de R$1 bilhão.

- Em 2011 as instituições que não subirem no ranking que sinaliza a qualidade das escolas poderão ser cortadas do programa.

- Se a União está deixando de arrecadar esse valor, onde ele está? Na conta de quem está sendo descontada essa fatura?

- Se o ranking de uma escola está baixo e ela sabe que a partir de 2011 o MEC poderá cortá-la dessa mamata, o que ela poderia fazer?

- Acertou quem disse Terrorismo Corporativo (ou societário), dá na mesma!

Desde os últimos anos, essas empresas de diploma pertencem a grandes Fundos de Investimento ou Private Equity. O leque de Fundos é amplo, eles escolhem determinados setores da economia que consideram mais promissores e de maior lucratividade.
E a educação é um grande negócio!!
Nesse setor eles preferem agir com vários tentáculos e de preferência bem pulverizado, que é para não deixar muitos rastros. Sua "fome" por lucro não tem fim e não mede nenhum esforço.
Nada contra o lucro. Adoro lucro, o que incomoda é a "fome".

Por fora, na fachada, os nomes das escolas-empresas que pertencem ao mesmo Fundo são até diferentes. Outras logomarcas, diferentes agências de propaganda, públicos distintos, mas nos bastidores todas pertencem aos mesmos acionistas. Ou seja, um determinado Fundo pode ser dono de escolas em várias cidades, que alcancem vários públicos, de preferência em faixas sócio-econômica distintas.

Tem faculdade que foi criada às pressas, por grifes de muito prestígio no ranking das escolas de primeira linha, que já atendem ao público A/B, mas que também queriam fazer parte do banquete do C/D. Mas como elas não podem se expor ficam discretamente na penumbra, só manipulando os fios e movimentando os pequenos gestores marionetes à frente da gestão.

Diante desse cenário quem garante que esse movimento do tabuleiro atual não faz parte de uma ação muito bem planejada para queimar a imagem dessa concorrente de peso do mercado de ensino paulista ( 60.000 a 80.000 clientes)? (concorrente de peso econômico, apenas.)

E se essa "dama de vermelho" e os outros personagens não foram infiltrados para causar justamente essa comoção internacional, esse clima de linchamento para depois ficar mais fácil tirar a escola do mercado? Afinal, no terrorismo todas as ações são válidas.

Quem não quer herdar os milhares de clientes dessa instituição de ensino? Ao mudar de fornecedor eles trarão junto suas Bolsas do Prouni? ( e a isenção fiscal)

Até quando seremos tão ingênuos para continuar acreditando que o que nos é mostrado na superfície é tudo o que se tem para ver e que a versão dos fatos é igual aos fatos?

Estamos lidando com
investidores que buscam no mercado mundial retornos rápidos e a qualquer preço, de preferência fazendo o jogo sujo para que o valor da concorrente caia e possa ser adquirido num leilão na bacia das almas. Ou melhor, fazer uma fusão.

Quem consegue imaginar como funcionam os bastidores das corporações? Ou quanto está em jogo?

Que o que aparece nas telinhas no horário nobre é tudo o que há para ser notado?

Será que é por isso que nosso país é campeão quando o assunto é novela? Somos a sociedade zumbi e do "me engana que eu gosto"?

Até quando nossas empresas vão conseguir fazer parte de um jogo que já mudou as regras faz tempo, se profissionalizou, globalizou, mas a cabeça do dono continua operando com os mesmos valores e parâmetros do tempo das quitandas da esquina?

Nada como lembrar a antiga máxima do marqueteiro do Clinton em 1992: "It's the economy, stupid!". O tempo passou, mas a expressão continua valendo, com uma pequena variação para o século XXI: "It's only business, baby!".

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