Mostrando postagens com marcador inteligencia de mercado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador inteligencia de mercado. Mostrar todas as postagens

O que falta para você ser um profissional de Inteligência de Mercado?


«As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada.»Philip Kotler


A cada temporada é possível observar grandes grupos fazendo fusão e levando junto, como num tsunami corporativo, empresas menores e centenas de empregos diluídos. Afinal uma operação desse porte dispensa cargos e funções repetidas.

Empresas que não se preocupam em aplicar alguma ferramenta de inteligência competitiva estão fazendo pic nic na beira do vulcão" ou como disse Kotler elegantemente, deveriam "ficar preocupadas com o custo de não fazer nada".

Inteligência de mercado há muito tempo deixou de ser uma atividade estratégica!
Hoje ela já é absolutamente operacional. Ou a empresa pratica ou prepara-se para ser engolida pelo concorrente amanhã. Entregando de bandeja ao lobo mau os doces que chapeuzinho ia levar para a vovozinha....
Parece brincadeira, mas tem muita empresa que cresceu mas continua com práticas domésticas de fundo de quintal, sem se dar conta da barbárie que é o mercado.

Nesse contexto selvagem, qual é exatamente o problema dos profissionais de Inteligência de Mercado?
Grande parte de suas atividades nada tem a ver com Inteligência.

Parece incoerente?

Geralmente eles se perdem em coleta de dados ao invés de colocar o foco na definição de estratégias competitivas.
Pesquisas, informatização, clippings relacionados apenas à coleta de informações, não significam necessariamente a construção de um business com diferencial de mercado, traduzido em números significativos no Balanço da empresa.
Para desenvolver estratégias eficientes é preciso conhecer em profundidade as necessidades, a realidade do negócio e seu mercado setorial.

Algumas perguntas podem e devem sempre nortear as ações:

- "Onde meu trabalho causa mais impacto nos resultados da empresa?"
- "Os relatórios do meu trabalho influenciam o pensamento do tomador de decisão?"
- "Participo das reuniões de Inteligência da minha empresa?"
- "Após as atividades de IM, quanto minha empresa ( ou setor) aumentou a lucratividade?"
- "Em que medida a atividade de IM é percebida como estratégica pela empresa?"

O profissional de IM deve realizar todo o suporte a vendas, fazer um benchmarking, criar inteligência de produtos, responder as questões da diretoria, analisar a concorrência, fazer boletins, mas também deve ir além disso.

Pra começar, que tal a identificação dos perigos e oportunidades do negócio e das forças e fraquezas da empresa? Para isso não bastam as informações de bastidor é preciso ir à campo. Conversar, ouvir, ponderar, refletir, discutir, comparar.

Mostrar os dados do mercado é importante. Apresentar as informações que os tomadores de decisão pedem, também. Mas é preciso ter em mente o que é preciso para redirecionar os negócios e expandí-lo sustentavelmente. Fazer crescer para não perecer.

Os resultados das ações de IM passam por conquista de grandes clientes, desenvolvimento de novos negócios, entrada em novos nichos e mercados, recuperação de gaps de tecnologia, liderança de mercado, aquisições, fusões, obtenção de vantagens de custos, para ficar apenas nos principais.

Outro ponto fundamental é a identificação dos pontos cegos. Mostrar o que não é percebido pela diretoria é crucial.

Saber onde estão os gargalos e principalmente onde desatar esses nós também faz parte do trabalho. Além disso, uma certa dose de análise crítica não faz nenhum mal.
Uma consultoria externa e independente faz isso bem melhor e mais rápido do que alguém de dentro da estrutura. Quando o olhar não está contaminado pelo anestesiante dia a dia operacional, muita coisa pode ser notada.

É costume dar valor apenas ao que é conhecido, mas identificar as falhas, as zonas de ignorância, ampliar a percepção pode ser o grande diferencial entre o sucesso e o fracasso de uma ação, que em última instância, vai determinar seu emprego amanhã, ou não.

Aqui a pergunta devia ser outra: - "O ego e a arrogância da diretoria e do conselho, ou mesmo dos sócios estão preparados para ouvir esses diagnósticos?"

"It's only business, baby!"

Inteligência de Mercado (IM) é visão sistêmica aplicada.

É sempre bom ampliar o repertório e buscar mais opções sobre temas que parecem inesgotáveis, mas com poucas nuances inovadoras.

Vamos juntando os pontinhos....

O assunto do momento é aquele que ninguém mais consegue ouvir falar. A história daquela instituição de ensino de SP, agora também na mídia global.
O tema extrapolou fronteiras tupi-guarani, pataxó e nhambiquara e foi parar no NYTimes.

Nossa insana mediocridade foi exposta ao mundo, sem véus.

Todos, absolutamente todos os veículos, apenas repetem o que as agências de notícias repassam.

Nessas horas fico profundamente emocionada quando vejo exercício tão grande de alienação e passividade.

Sendo assim, por que não acrescentar um ponto de vista com jeito de investigação de IM?

Diante do sanatório geral e de histeria coletiva costumo ter duas reações: Fico resignada e aceito que: "Sim, Macunaíma nasceu aqui".

Ou ironizo.

Dessa vez preferi a segunda pegada.

A ironia já começa na palavra universidade...e não termina mais.

Puro escárnio.

Sem mencionar o tremendo mau gosto de toda a história e o efeito manada.

Segundo o que foi divulgado, essa empresa tem alguns milhares de clientes, cativos por no mínimo 4 anos. Os números divergem entre 60.000 e 80.000. Não importa. Um ou outro é muita gente. Outra constatação óbvia é que essa clientela, na sua quase totalidade, deve ser da classe C e D e sendo assim, a grande maioria deve utilizar os recursos da Bolsa do Prouni. Cá pra nós: qual empresa não quer receber uma grana limpinha e garantida, ainda mais com isenção de tributos fiscais?

Uma busca básica pelo Google traz alguns dados interessantes:

- PROUNI TEM 23% DAS INSTITUIÇÕES COM NOTA BAIXA

- 55 instituições do ProUni têm notas ruins

Diante desse cenário, como será a disputa das empresas que vendem diplomas na acirrada disputa por ter mais e mais clientes utilizando esse recurso barato e que certamente engrossa a receita. Não é nenhum segredo que o índice de inadimplência das empresas de ensino particular só faz crescer.


Alguns fatos:

- São Paulo é disparado o maior Estado que recebe a Bolsa:

- Desde sua criação o Prouni já custou, em impostos não arrecadados, cerca de R$1 bilhão.

- Em 2011 as instituições que não subirem no ranking que sinaliza a qualidade das escolas poderão ser cortadas do programa.

- Se a União está deixando de arrecadar esse valor, onde ele está? Na conta de quem está sendo descontada essa fatura?

- Se o ranking de uma escola está baixo e ela sabe que a partir de 2011 o MEC poderá cortá-la dessa mamata, o que ela poderia fazer?

- Acertou quem disse Terrorismo Corporativo (ou societário), dá na mesma!

Desde os últimos anos, essas empresas de diploma pertencem a grandes Fundos de Investimento ou Private Equity. O leque de Fundos é amplo, eles escolhem determinados setores da economia que consideram mais promissores e de maior lucratividade.
E a educação é um grande negócio!!
Nesse setor eles preferem agir com vários tentáculos e de preferência bem pulverizado, que é para não deixar muitos rastros. Sua "fome" por lucro não tem fim e não mede nenhum esforço.
Nada contra o lucro. Adoro lucro, o que incomoda é a "fome".

Por fora, na fachada, os nomes das escolas-empresas que pertencem ao mesmo Fundo são até diferentes. Outras logomarcas, diferentes agências de propaganda, públicos distintos, mas nos bastidores todas pertencem aos mesmos acionistas. Ou seja, um determinado Fundo pode ser dono de escolas em várias cidades, que alcancem vários públicos, de preferência em faixas sócio-econômica distintas.

Tem faculdade que foi criada às pressas, por grifes de muito prestígio no ranking das escolas de primeira linha, que já atendem ao público A/B, mas que também queriam fazer parte do banquete do C/D. Mas como elas não podem se expor ficam discretamente na penumbra, só manipulando os fios e movimentando os pequenos gestores marionetes à frente da gestão.

Diante desse cenário quem garante que esse movimento do tabuleiro atual não faz parte de uma ação muito bem planejada para queimar a imagem dessa concorrente de peso do mercado de ensino paulista ( 60.000 a 80.000 clientes)? (concorrente de peso econômico, apenas.)

E se essa "dama de vermelho" e os outros personagens não foram infiltrados para causar justamente essa comoção internacional, esse clima de linchamento para depois ficar mais fácil tirar a escola do mercado? Afinal, no terrorismo todas as ações são válidas.

Quem não quer herdar os milhares de clientes dessa instituição de ensino? Ao mudar de fornecedor eles trarão junto suas Bolsas do Prouni? ( e a isenção fiscal)

Até quando seremos tão ingênuos para continuar acreditando que o que nos é mostrado na superfície é tudo o que se tem para ver e que a versão dos fatos é igual aos fatos?

Estamos lidando com
investidores que buscam no mercado mundial retornos rápidos e a qualquer preço, de preferência fazendo o jogo sujo para que o valor da concorrente caia e possa ser adquirido num leilão na bacia das almas. Ou melhor, fazer uma fusão.

Quem consegue imaginar como funcionam os bastidores das corporações? Ou quanto está em jogo?

Que o que aparece nas telinhas no horário nobre é tudo o que há para ser notado?

Será que é por isso que nosso país é campeão quando o assunto é novela? Somos a sociedade zumbi e do "me engana que eu gosto"?

Até quando nossas empresas vão conseguir fazer parte de um jogo que já mudou as regras faz tempo, se profissionalizou, globalizou, mas a cabeça do dono continua operando com os mesmos valores e parâmetros do tempo das quitandas da esquina?

Nada como lembrar a antiga máxima do marqueteiro do Clinton em 1992: "It's the economy, stupid!". O tempo passou, mas a expressão continua valendo, com uma pequena variação para o século XXI: "It's only business, baby!".

Assessoria em Inteligência de Mercado? Eu, heim?!


Como já dizia o Eclesiastes, tem dia para se recolher e dia para aparecer.

Hoje resolvi aparecer.

Meu perfil profissional apareceu no excelente site CarreiraSolo.

O editor chefe do Carreira Solo é o Mauro Amaral.
Por esses tortos caminhos digitais acabei caindo de paraquedas nas páginas dele:


O Mauro e eu nunca nos vimos, mas....eu gostei do resultado das páginas dele e ele pelo jeito, gostou do estilo de produção do meu conteúdo.

E assim nós fizemos uma aliança digital - tácita e implícita.

Ele falou do meu trabalho lá e eu falo do dele aqui.

Isso é conversação e é disso que se trata a web 2.0.

E é cada vez mais por aí que as coisas nesse ambiente digital vão caminhar.

Se não me engano o nome disso hoje é: Troca de relevâncias ( antigamente chamava amizade...)

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...