Cyber War

O que tem em comum a Sony (Playstation) ,Visa, Mastercard, Paypal, FMI e agências governamentais em geral?

Todos foram alvo de ataque de hackers em seus sistemas on line nos últimos meses.
Bem vindo à Cyber War!

Há várias guerras em andamento no mundo real nesse exato momento.
Algumas são manchetes de jornais, outras acontecem nos subterrâneos.
Ninguém sabe, ninguém vê, o que não significa que seus estragos sejam menores, visíveis ou não.

Preste atenção nas notícias, aqui e ali o tema começa a aparecer nas páginas internas dos jornais e revistas. Em breve virando matéria de capa com direito à manchete na primeira página.

Os 2 filmes abaixo trazem um pouco do espírito do momento que estamos vivendo agora.

O primeiro tem 16 anos e o segundo completando 10. Como passam geralmente nas sessões da tarde e os atores são adolescentes, pode parecer que esse papo é programa teen e pelo tempo que foram lançados parece que estão defasados.

Não se engane, nada mais falso.

Esse filme já vale só para ver a Angelina Jolie em começo de carreira.

E esse aí toca na ferida e vale pela insistência - nada sutil - em associar o perfil do vilão ao dono daquela "empresinha" de software de Silicon Valley.
Ameaça Virtual Poster

Um outro filme bastante oportuno para esse momento e que vale a pena dar uma revisitada já que foi lançado em 2006 é o genial V de Vingança com produção dos irmãos Wachowiski (Matrix) e onde Natalie Portman esbanja talento!
2006 http://pt.wikipedia.org/wiki/V_de_Vingan%C3%A7a_(filme)

Vale cada pipoquinha!

Além da mídia impressa as notícias na Web estão pipocando, com os empolgantes comentários dos webcidadãos. A grande maioria apoiando as ações . Uma olhadinha nesses portais não custa nada:

Yahoo! BrasilYahoo! Brasil
Yahoo! Brasil

A razão principal desse post é a seguinte: Se as instituições da era industrial* quiserem combater esses ataques usando meios analógicos, ou pessoas com métodos antigos do tipo "comando- controle" vão se dar muuuuuuito mal.

A moçada à frente dessas ações já nasceu com DNA digital.
Pensam, agem, sentem e conectam-se com o mundo de modo TOTALMENTE diferente.
Sua lógica cognitiva é outra e não vai jamais ser alcançada com a "cabeça de dinossauro" de quem dirige as instituições arcaicas, pesadonas e defasadas.

As ações do Wikileaks no ano passado foram apenas um pequeno aperitivo do que vem por aí.
Abro o jornal e vejo a foto de um dos responsáveis pelo "gabinete de segurança institucional da presidência da república".

Ôh dó!

O cara deve ter feito 60 anos lá na década de 90. E cá entre nós - se não tem essa idade toda, precisa de um facelifting u-r-g-e-n-t-e, colega! =)

Admito que ele pode ser competente para fazer várias outras atividades, mas nunca no combate aos cyber ataques como os já ocorrem e os ainda vem por aí.
Ter uma pessoa dessa nesse papel é quase pedir para ser invadido.
Tudo bem, ninguém acha mesmo que inteligencia seja atributo de nenhum governo ou corporação.
O negócio deles é o poder pelo poder e... bem... deixa pra lá..

Na busca rápida no Youtube por "Anonymous" uns 30.000 links vão aparecer. Esse é o nome de um dos grupos de hackers que está à frente das ações.

Uma das principais lógicas dos hackers é o funcionamento em rede. Não há lideranças.
Quando há são apenas para determinda situação e depois ela é diluída até a próxima ação.
Sua principal estratégia é estarem todos conectados e distribuídos.

Essa merece um replay:

Preste bem atenção: CONECTADOS E DISTRIBUÍDOS!

Inteligência é adaptar essa forma de ação para alvancar os planos de BI de uma empresa.
Inteligência é ficar ligado nos resultados que esse tipo de ação vai ter e copiar, opsss, fazer um
benchmarking no que for possível.

O que estamos vivendo agora Hollywood já avisa há muito tempo!
Acorde! O que antes era entretenimento agora é vida real e virtual.

Em breve o Pública vai começar a colocar no ar os documentos do Wikileaks relativos ao Brasil.
Se segura que a festa está só começando! Lenha pra fogueira é que não vai faltar.
Troque suas senhas e boa diversão!


* era industrial nesse contexto, pode ser entendido como o conjunto de regras que não conseguem mais ser aplicadas na era da sociedade em rede.

"Cultura e a guerra por talentos"


Reproduzo coluna de hoje na Folha de São Paulo de Alexandre Hohagen

Quem é Alexandre Hohagen?
Ninguém menos que o gestor de operações do
Facebook para a América Latina e ex fundador das operações do Google Brasil.
Pessoalmente concordo com 101% do que ele diz aqui.


"Para manter os talentos da geração dos anos 80, não basta elevar salários; eles querem mais do que isso
SE VOCÊ é executivo, chefe, empreendedor, profissional antenado, atenção para duas realidades: estamos vivendo uma escassez de profissionais qualificados; e a geração Y, que nasceu na década de 80 e foi criada no mundo digital, está dando uma banana para as empresas que pensam que, para atrair e reter talentos, basta aumentar salários.

Essa geração, na verdade, quer muito mais do que isso, como mostrou pesquisa recente da Cia. de Talentos. Nela, 35 mil jovens em todo o país contaram o que querem na hora de escolher as empresas para trabalhar. Cultura e ambiente de trabalho, oportunidade de desenvolvimento e qualidade de vida vêm acima da remuneração!

Uma das ações mais fascinantes e ao mesmo tempo desafiadoras no mundo corporativo é como construímos e mantemos uma cultura de trabalho saudável e inspiradora.
Muitos dizem que a cultura é o reflexo do estilo de seu líder. Tenho pensado bastante em qual papel exercemos nesse tema.

Minha vida profissional foi acompanhada de experiências com a construção e a manutenção de culturas corporativas. É incrível como o ambiente de trabalho, o espírito de empreendedorismo, a capacidade de colaboração, o respeito e o desapego ao poder têm relação direta com a performance das pessoas e das empresas.

No Google, comecei com menos de meia dúzia de pessoas e dedicação na construção de uma cultura que contribuiu para que a empresa tivesse o sucesso e o reconhecimento que tem hoje. Um trabalho que foi construído passo a passo -não só pelo líder, mas por centenas de mãos que se juntaram a uma filosofia simples, direta, com tremendo foco nas pessoas e suas motivações, num ambiente equilibrado entre performance e diversão... tudo isso ao longo de mais de cinco anos.

Há algumas semanas, fui convidado para um curso de empreendedorismo cujo tema era liderança e cultura. Dúvida mais comum dos participantes: como construir uma cultura vencedora e como mantê-la à medida que a empresa cresce.

A manutenção da cultura é fator essencial na retenção de talentos, principalmente à medida que as empresas crescem, se tornam mais burocráticas, deixam de lado o equilíbrio entre metas e ambiente de trabalho, entre outras mudanças.

Interessante é que, num mundo cada vez mais competitivo, a guerra por talentos leva grandes empresas a focar suas armas mais nas questões financeiras do que no esforço de construir uma cultura inspiradora, balanceada, colaborativa.

Quiseram também saber o significado de culturas vencedoras e qual será o foco agora que estou montando a operação do Facebook na América Latina. A construção de uma organização tem de estar, acima de tudo, alinhada a seus valores éticos e morais. É básico e assegura à empresa sua sobrevivência, sua reputação e excelentes resultados.

Outro foco fundamental é na formação da equipe inicial. Uma das coisas importantes que aprendi na carreira é a importância de contratar as pessoas corretas no início. Aqui os candidatos passam por ao menos cinco entrevistas, sempre com pessoas de diferentes times, para garantir a diversidade nas perguntas. Em alguns casos, fazem apresentações para um painel de executivos. Ao final, cada entrevistador sugere a contratação ou não.

As decisões são colegiadas. Mais importante do que o currículo ou as entrevistas é o alinhamento dos candidatos com a cultura que queremos construir. Muitas vezes, candidatos brilhantes academicamente não têm o perfil para trabalhar num ambiente informal e pouco hierarquizado, por exemplo.
No Brasil, vamos inovar trazendo uma equipe de jovens de diferentes locais, que já trabalham na empresa há alguns anos, para ajudar na integração e na cultura dos novos funcionários.

Como líderes num país tão dinâmico e promissor, entendo a responsabilidade que temos na formação de muitos profissionais. Trabalhar com respeito, desenvolver pessoas, construir culturas saudáveis está acima do nosso papel profissional. É uma obrigação ética com as novas gerações. "

ALEXANDRE HOHAGEN, 43, jornalista e publicitário, é responsável pelas operações do Facebook na América Latina. Em 2005, fundou a operação do Google no Brasil e liderou a empresa por quase seis anos. Escreve às quintas-feiras, a cada quatro semanas, nesta coluna.

Uma escola ensinaria isso...?

...Resposta: - Claro que não!!! Todas as instituições, empresas e coisas do gênero estão absolutamente perdidas!!

Muito bem vinda, nova geração!
Mande todas as grades curriculares para a lata de lixo da História!


Business Intelligence

Conceito de BI precisa ser ampliado, diz Gartner


Notícia interessante do site CIO que transcrevo:

" As empresas devem expandir o seu conceito de Business Intelligence (BI) para incluir a análise de grandes quantidades de dados internos e externos, segundo analistas da Gartner. O benefício seria maior para as organizações que associam capacidades de BI às práticas de gestão de desempenho estratégico, defende a consultoria.
A questão foi abordada durante o Gartner BI Summit, em Los Angeles, por analistas e gestores de TI, que acreditam que os sistemas de inteligência corporativa ainda estão centrados em si mesmos. Além disso focam-se muito no uso de dados de desempenhos passados, como receitas, custos e benefícios para justificar os seus esforços de melhoria de eficácia eficiência e redução de custos.

E os sistemas que respondem a essas solicitações táticas de negócio, são pouco favorecidos pelos benefícios estratégicos de um sistema de BI mais amplo, disse Patrick Meehan, analista da Gartner. A longo prazo, as empresas podem obter mais benefícios estratégicos dos seus investimentos em BI combinando práticas de gestão do desempenho com visão e integração de dados, tanto internos como externos, sugeriram vários analistas

Os CEO devem fazer duas ou três perguntas estratégicas de negócios que precisam de ver respondidas de forma coerente e, depois, determinar os dados a serem recolhidos e analisados periodicamente, disse Meehan. “O BI não se compra. Não vem numa caixa. É uma questão de fazer as perguntas certas", acrescentou. O maior impacto do BI é a sua capacidade de antecipar oportunidades de negócio.
Para fazer isso de forma eficaz, as empresas devem considerar tanto os dados de desempenho no passado como os indicadores de futuro, diz Michael Smith, outro analista da empresa. Uma análise mais completa pode ter, de longe, maior impacto nos lucros da empresa. “A grande maioria das informações nos sistemas de BI atuais constitui indicadores tardios, ultrapassados.”

Indicadores de futuro podem vir tanto de fontes de dados externas como internas e podem ser muito específicos para o negócio, disse Smith. Por exemplo, uma empresa pode analisar indicações qualificadas de negócio para prever o futuro desempenho financeiro.

Além disso, a análise de indicadores externos e internos, tais como o custo do transporte de matérias-primas e das taxas de inflação pode ajudar as empresas a fazerem os ajustes necessários nas suas operações. Para Smith, a omnipresença da Internet tornou a obtenção dessa informação externa uma tarefa quase trivial.

Mas uma empresa precisa sempre de ser capaz de correlacionar dados de uma forma eficaz e saber que indicadores têm um impacto direto no seu negócio, diz o especialista."

Fonte: http://cio.uol.com.br/gestao/2011/06/07/conceito-de-bi-precisa-de-ser-ampliado-diz-gartner/


Geração Y

Webmarketing e as estratégias do luxo

Hoje tive uma manhã de madame. Me dei ao luxo de acordar as nove horas!
Convenhamos: pequenas contravenções fazem muito bem à pele...e também a alma.

Tomei café lendo o jornal! Adoro esse ritual de preguiça que quase nunca consigo realizar.
Concluo que a vida de perua deve ser muito boa!! ;D

Como dizem por aí: Fazer nada é tudo!!

Me deparo com uma notinha que fez minha cabeça rodar a mil. (ou terá sido a cafeína..?)

Transcrevo a notícia no final do post.

O tema da nota é ( aparentemente) muito simples: a entrada da joalheria Vendome 1699 no Brasil.

Por aqui o mercado de luxo movimenta algo em torno de US$6 bi/ano.

O site Luxury Lab pontua a cada dia as pegadas desse segmento. E alguns blogs de iniciativa de marcas conceituadas atualizam as tendências.

Ok, afinal o que isso tudo tem a ver com Inteligência de Mercado na Web?
A Vendome 1699 não tem lojas físicas e existe há menos de 3 anos. Toda a sua estratégia está baseada nas redes de relacionamento.

Seu site é mais hermético do que os tratados alquímicos medievais.

Nenhuma foto de produto e na página principal apenas a imagem da imensa praça Vendôme em Paris, mundialmente conhecida como o local das maiores e mais tradicionais joalherias da cidade.
1699 não quer dizer nada, mas induz a um número de uma loja localizada na praça famosa...!

Na redação da nota no jornal há dois verbos muito sugestivos - Sugerir e Intuir - o que demonstra a utilidade da psicologia social do consumidor para a estratégia de mercado da marca. ( momento maldade: cá pra nós, pelo menos para alguma coisa tinha que ter utilidade...) #prontofalei

Pois bem, a empresa trabalha com a seguinte estratégia: Mailing list segmentado por renda, festa VIP onde só entram os cadastrados e seus amigos e por e-commerce.

Nada de loja em Shopping ( com os aluguéis astronômicos e todas as taxas decorrentes), nada de decoração, móveis, folha de pagamento, treinamento, sistema de segurança, nem verba de publicidade e mídia, folder, encarte em revistas, catálogo, fotógrafos e todos os encargos envolvidos uma operação comercial no mundo real.

Nada de novo! A Tupperware fazia isso desde a década de 50, 40?

Nenhuma inovação, mas um certo ar de mistério.


A inteligente estratégia de mercado da Vendôme 1699 é um misto de MMM- Marketing multi nível - e utilização das redes sociais, com toques de festa, experiência e relacionamento.

Ou seja, o antigo agora com chantilly na versão digital e formato matador!

O que seria gasto em todo o processo tradicional da loja agora é investido num espaço de clube bacana - ou um restaurante de um chef da mod, fechado exclusivamente para o evento -, ou um dos salões de um hotel 5 estrelas; taças de cristal, champagne, garçons, glamour, convites entregues por mensageiros e muito sigilo para não atrair a atenção dos meliantes...

Não se sabe se sua operação envolve o processo industrial da fabricação de joias ou se ela se ocupa apenas da parte comercial. Nesse caso deve comprar as peças de designers avulsos globais.


Todo esse investimento ainda deixa seus produtos 30 a 40% mais baixos do que os das joalherias que ainda operam nos modelos tradicionais.

Onde as redes sociais vão nos levar? E o e-commerce?

Perguntinhas básicas:

- O que os Shoppings e Malls estão fazendo sobre isso?
- Como a geração Y ou pós-Y vai consumir?
- Como utilizar as redes sociais para vender seu produtode forma inteligente sem ser chato e invasivo? " Clic aqui e veja as nossas promoções imperdíveis" ou pior, "RT e concorra"

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Da coluna Blue Chip do jornal Valor Econômico caderno Empresas- página B6

" Luxo para poucos"

O nome da joalheria Vendome 1699 tem suas pegadinhas premeditadas. Quem conhece a Place Vendôme de Paris, quadrilátero que reúne joalherias de luxo, pode sugerir que a grife seja uma delas. Ou facilmente intuir que se trata de uma marca centenária, fundada em 1699.
Na verdade, a Vendome 1699, de joias sob medida, está no mercado há apenas dois anos e nem loja tem. E nem pretende ter. A estratégia é vender seus aneis e brincos de diamantes em dois ambientes: Festas VIP e na Internet.

"No Brasil as pessoas estão dispostas a pagar mais caro por joias", comemora Baruk Pilo, CEO da marca. Ele procura um representante no país para gerenciar a operação brasileira da Vendome 1699 e organizar o primeiro bate-copos com potenciais consumidoras brasileiras para apresentar seu portfólio - e vender as joias, claro.
Essas festas são feitas em 14 países para as clientes que fazem parte do "clube" da marca, em que só entram convidados e seus amigos. "É o luxo para poucos" define Pilo. Há planos de formatar o e-commerce da joalheria para o Brasil. A loja virtual funciona na França, Bélgica, Suíça e Reino Unido. "Em longo prazo, a venda on-line deve representar 20% do faturamento. O e-commerce nos permite praticar um preço 30%ou 40% menor do que as joalherias que têm lojas físicas", diz Pilo.
No Brasil, as joias da Vendome 1699 devem custar, em média, R$ 7 mil. A expectativa é de que o país represente 10% do negócio em cinco anos.

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PS: Desnecessário dizer, mas digo mesmo assim: não conheço a tal marca nem ganhei nenhum joia para escrever sobre ela.
Apenas achei interessante sua estratégia de mercado.
Pura ingenuidade de minha parte. Num futuro bem próximo esse tipo de comentário vai gerar moedas virtuais e prestígio digital. O Facebook já está se movimentando para isso... aguardem post em breve.

Cultura Digital ilimitada


Posso estar totalmente enganada mas ainda estamos engatinhando quando o assunto é o alcance de plataformas digitais!
A história desse garotinho de 6 anos é mais um exemplo de quanto nossa visão é limitada sobre esse tema.
Esse é apenas mais um exemplo no meio de tantos outros que estão ocorrendo a cada dia mais com muita intensidade. A questão é :
- Até que ponto estamos preparados para utilizar os meios digitais com um mínimo de inteligência e senso de oportunidade?



Menino paga tratamento de câncer vendendo desenhos na internet

DA BBC BRASIL

Um menino americano de 5 anos conseguiu pagar o próprio tratamento de câncer vendendo 3.000 desenhos de monstros, palhaços e alienígenas na internet, muitos deles feitos na cama do hospital.

Aidan Reed, que vive em Kansas City, nos Estados Unidos, foi diagnosticado com leucemia em setembro do ano passado.

Os pai dele, Katie e Wiley, tiveram de ver o filho enfrentar semanas de sofrimento com o tratamento de quimioterapia e outros procedimentos dolorosos, mas tinham esperanças, já que os médicos haviam dito que o tipo de câncer de Aidan tem uma taxa de cura de 90%.

Só que com as contas de hospital se acumulando, os Reed tiveram de colocar a casa da família à venda. Foi aí que surgiu a ideia de transformar um hobby de Aidan em fonte de recursos.

"Eu gosto de desenhar cavaleiros, bobos da corte, palhaços assustadores e alienígenas", disse Aidan ao Survivors Club, uma organização que ajuda pessoas que enfrentam adversidade.

"Eu também gosto de me vestir de palhaços bons e palhaços malvados. Eu posso ser um lobo ou um zumbi..."

SUCESSO

Durante o tratamento, Aidan gostava de desenhar monstros. Estes desenhos foram colocados à venda na internet pela tia do menino, Mandi Ostein.

"Meu número de sorte é 60, então eu decidi que iria vender 60 desenhos", disse Ostein.

Mas o sucesso foi tanto que a tia de Aidan acabou transformando sua casa em um centro de impressão e envio de desenhos. Muitos deles eram "assinados" pelo artista.

Pedidos chegaram de vários países do mundo, inclusive do Brasil.

"Eu fiquei chocado com a reação aos desenhos de Aidan. Acho que para ele também tem sido uma boa distração da doença", disse o pai de Aidan, Wiley Reed.

No fim, foram vendidos cerca de 3.000 desenhos, arrecadando mais de US$ 30 mil (R$ 47 mil), o suficiente para cobrir todos os gastos com o tratamento e cancelar a venda da casa da família.

"É absolutamente inacreditável. Nós somos moradores de uma cidadezinha do Meio Oeste americano. Este tipo de coisa não acontece com a gente", disse Ostein.

Notícia publicada aqui

Crowdfunding: ele chegou pra ficar


Quem é Amanda Karoline?

Nunca a vi mas sei que é uma menina valente que mora em Natal, tem 19 anos e faz Design e Produção Cultural.
Ela contou sua história no Catarse , colocou seu projeto pra rodar e conseguiu o que queria: Participar do YOUPIX - festival de cultura web que vai rolar nos dias 26 a 28/04 em SP - e que está deixando a galera descolada em delírio.

Mais ou menos o que a Campus Party é para os geeks.

O Catarse - agora Multidão - Produção Cultural Colaborativa - é uma iniciativa de crowdfunding .
Para saber exatamente o que é crowdfunding é só dar uma olhada no link. Mas numa tradução bem sem vergonha é o seguinte: Pessoas se juntam, colocam grana do próprio bolso e colaboram para financiar o projeto de uma outra pessoa.
Mais simples, direto e sem burocracia impossível!

No caso da Amanda, seu projeto era ir ao Youpix.
Ela fez as contas, viu que precisaria levantar R$2.295,00 para a viagem, hospedagem, alimentação e para os outros etcs e o que era desejo ganhou forma e virou projeto.
Essa animação abaixo é o resultado final que ela enviou ao site.


A transparência e beleza do processo é fascinante.

Ao utilizar todas as ferramentas que tinha nas mãos, descruzar os braços e ter uma atitude proativa ela colocou sua criatividade em ação.


Arregaçar as mangas é o primeiro passo para fazer acontecer.
Vestir o modelito da vítima e reclamar seria muito mais fácil.

Esse é um exemplo típico do que é possível ser feito com a força da web.
Atitude digital típica do século XXI. Tanto pessoas quanto empresas podem decolar se tiverem visão e estiverem antenadas com as tendências.

Parabéns Amanda, você conseguiu!

Amanda Karoline

Aqui você twita com ela: @frngrr
Aqui você confere como essa história começou: http://www.melevaproyoupix.blogspot.com/

# Hashtag (do mal)! Não deixe jamais sua empresa ser uma



Argh...!

Pode duvidar, mas ainda tem coisas que acontecem que você se pergunta - "Mas não tinha um estagiário, um trainee, ou um analista, assessor, secretário, tia do cafezinho.... ninguém na empresa para avisar que aquela campanha ia ser uma cilada? "

O trend topic Brasil do Twitter hoje foi uma empresa de calçados, que eu não vou nem mencionar o nome para não cair no velho golpe do " falem mal, mas falem de mim.."

Dizem as más línguas que ela já vendia " gato" por "lebre".

Madame comprava o sapato, jurava que era de couro e na primeira chuva ele desmanchava. Nem a cola era legítima.
Mas agora a empresa resolveu inovar lançando uma linha de pele de animais exóticos.

“Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa. Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores”, disse a companhia, em comunicado. “Por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica.”

Até que ponto uma empresa pode se dar ao luxo de falta de sintonia com o seu tempo?
O que é pior? A falta de sintonia ou de noção!



" A empresa começou a divulgar a coleção Pelemania nas mídias sociais na quarta-feira à noite, para uma rede de 4.496 amigos do Facebook e 24.482 seguidores no Twitter. A marca lançou peças com pele de raposa, coelho e ovelha. "
Você pensou que não podia ficar pior?

Quando o circo começou a pegar fogo, a empresa iniciou uma cyber ataque em sua página no Facebook e foi apagando os comentários negativos à coleção!!

Não ria. O assunto é sério!

Do ponto de vista da inteligência de mercado, depois de passado o vexame e toda a equipe receber justa causa, o que essa empresa pode fazer?

Colocar a marca de uma empresa nas mídias sociais requer um mínimo de planejamento e estratégia.

Nesse caso, o erro ocorreu não só no Marketing tradicional - pela provável falta de uma pesquisa quantitativa e qualitativa. Na falta de uma leitura de jornais e revistas que trazem um termômetro dos principais temas tratados na mídia e mostram que assuntos devem ser evitados.
Mostrou uma equipe despreparada, uma direção omissa e principalmente um deslumbramento arrogante.

Aprendeu do modo mais caro o que não se deve fazer numa campanha de Web Marketing.
Qual o custo dessa ação desastrada? Custo de receita e de imagem?

Quando é que as empresas desse país vão compreender que uma campanha planejada é investimento?

Conseguir ser uma # hashtag pode ser o sonho de consumo de quem frequenta as redes socias. Mas nesse caso foi puro pesadelo!

Branding, nothing more than branding


Quando a inteligência de mercado encontra o bom humor o resultado só pode dar nisso: sucesso líquido!

O casamento real britânico movimenta o mercado. Além de aumentar a venda de tablóides, of course.

Com o buxixo causado pelo enlace no próximo dia 29/04, uma empresa de telefonia móvel local fez uma campanha genial.

Aproveitando um tema que já tinha sido um viral há poucos anos de um casamento nos USA , essa empresa agora colocou a família real para entrar na igreja dançando.

Imagina só o efeito de fixação de marca!

Esse vídeo está no No canal da T-Mobile no Youtube. Viral absoluto na Web.



Essa bem humorada campanha da T-Mobile mostra algumas coisas:

- Bom humor é infalível. Rir de si próprio é o primeiro sintoma de saúde mental!
-Tudo que é fixado com sorriso e prazer fica mais tempo na memória do consumidor e é mais comentado, é o que professa o Neuromarketing.
- A mídia está sendo pautada pelo público. O casal que primeiro teve a ideia de fazer a entrada triunfal na igreja dançando é de um estado no interior dos USA. Aparentemente a ideia deles não foi criada por uma empresa de publicidade genial. Mas certamente foi parodiada por uma, que tem uma super conta de uma grande empresa.
- Portanto, vamos abrir nossos olhinhos. Assim como no post anterior eu comentei a história da mocinha que vendeu seus livros pelo Kindle depois de ter sido esnobada pelas editoras, tem muita coisa boa acontecendo embaixo dos nossos narizes empinados. Que juram que para ser bom e ter divulgação tem que ter o aval de grandes nomes e empresas. Que nada, basta é ter talento.

Bye, bye mundo analógico, bye, bye!



Amanda Hocking. Quase ninguém conhecia essa garota até o início desse ano.
Agora ela acaba de quebrar uma barreira invisível mas tremendamente alta, praticamente intransponível e impensável antes dela.
Aos 26 anos ganhou seu primeiro milhão escrevendo romances urbanos do tipo Crepúsculo vendidos a partir de $0.99 para o Kindles e-book da Amazon.
Até ontem, a pesquisa de seu nome no Google trazia mais de um milhão de resultados.

Seu case é assunto de várias revistas, e portais.

Amanda escreve de sua casa no interior de Minnesota/USA.

Seus trabalhos foram recusados por várias editoras e ela resolveu isso da melhor forma possível: deu uma banana para as editoras.
Cortou todos os intermediários e foi direto à fonte. Ao Kindle. Se várias outras Amandas fizerem isso as editoras vão entrar no mesmo buraco negro das gravadoras.

Junto com essa atitude digital vai embora alguns milhares de postos de trabalho!
Bye, bye, agentes literários, livreiros, secretárias, copydesks, layoutistas, empresas de papel, empresas de transporte, gráficas, fabricantes de tintas, críticos literários, relações públicas, motoristas.... a tia do cafezinho...

Depois do sucesso de sua atitude "rebelde" Amanda foi assediada por várias editoras e topou aceitar um contrato. Se achar que vale a pena, continua, se não dá um tchauzinho e volta de onde saiu. O que importa aqui não é se ela se rendeu ao mainstream ou não. O importante nesse história toda foi o rompimento da barreira!!

Não se iluda, esse tsunami está apenas no início.
Essa onda ainda nem começou a se erguer, mas o resultado será devastador.
Uma atitude pró-ativa modificou o modus operandi da indústria tradicional do livro.

Em breve vamos finalmente acordar do lindo sono de Cinderela e perceber que não precisamos de políticos, gabinetes, assessores, chefes, etc, etc, etc...


Os sete erros da não gestão e os sete pecados capitais

Há uma mentalidade jeca instalada na política e no ambiente empresarial desse país que nem os furacões de ultimamente conseguiram dissipar.

As poucas exceções que existem destacam-se justamente por isso - não passam de meia dúzia.

São uns bocós” diria Rei Julian de “Madagascar”. Alguém tem dúvida que ele é um fofo?

Nada como um bom personagem para colocar as coisas em perspectiva.

Vai ser preciso passar uma geração inteira para que os medos e as pequenezas dos empreendedores bocós sejam superadas? A questão é: Teremos tanto tempo assim para esperar?

Provavelmente você deve ter suspirado e pensado o quanto o local de seu trabalho se encaixa nessa categoria. Calma, nada de ficar cabisbaixo. Para tudo tem um jeitinho.

Alguns erros que são tão primários, tão toscos, que ficamos nos perguntando como é possível que ainda ocorram.

Aqui vão sete erros básicos de empresas que não praticam nenhum tipo de inteligência de mercado no seu dia a dia. Sete é um bom começo. Poderia ser setenta, mas aí esse post ficaria muito chato.

Não se iludam, Para erros primários, soluções básicas.
Quem sabe assim haja alguma compreensão?
Em terra que dá mais de um milhão de votos para analfabetos não se pode ir muito além do
“vovô viu a uva”.

Erro primário número 1:

- Não identificar seus pontos cegos nem conhecer na palma da mão as sutilezas do seu setor de atuação. Para onde o vento está soprando? Querer ganhar mais, ou o mesmo que antes, sem fazer necessariamente nada diferente para isso. Mais ou menos o que enfrenta hoje a Microsoft em relação aos seus 2 principais concorrentes: Google e Apple!! Ou Blockbuster X Netflix e mais tantos outros exemplos daqui e de lá, grandes e pequenos. Ignorar plataformas emergentes dá nisso, a empresa torna-se irrelevante no longo prazo. Aqui uma boa opção é a gula.

Erro primário número 2:

- Não procurar se aprimorar. Não ler, não estudar, não participar de seminários, nem de nenhuma entidade de classe. Achar que sabe tudo, que nada é novidade, que o que sempre deu certo continuará dando. Se recusar a arriscar. Apegar-se aos ganhos passados e atuais, encastelar-se e ter um medo tremendo de inovar. Continuar com a mesma equipe, não arejar o ambiente com gente diferente, que traga idéias novas.

Conhecemos bem de perto esse perfil, até bem pouco tempo aqui na Terra de Santa Cruz vangloriar-se de nunca ter lido um livro era coisa fácil de se ouvir. Aqui poderia se encaixar a soberba ( ou vaidade).

Erro primário número 3:

- Contratar pessoas menos qualificadas, semi competentes ou quase medíocres, tanto faz. Que aceitam uma remuneração baixa, não dar treinamento, nem recursos tecnológicos decentes e ainda por cima cobrar resultados.

Ou pior, em situações mais extremas e criminosas usar trabalho escravo, explorando miseráveis como o que é feito com o lado podre da indústria da moda, na Ásia e também aqui (bolivianos, paraguaios e peruanos). Ter a marca associada a esse tipo de crime é quase como praticar suicídio de mercado.

O nome disso? Avareza

Erro primário número 4:

- Desrespeito aos concorrentes subestimando sua capacidade de sucesso. Inveja. Tsc, tsc, coisa mais feia..

Erro primário número 5:

- Luxúria: Segundo o Wikipédia é “deixar-se dominar pelo exagero das paixões materiais”.
Todo excesso traz em si o princípio da luxúria, primeiro passo para a ganância.
Um negócio, qualquer que seja seu porte, tem também uma função sócio-ambiental. Sua sobrevivência e continuidade dependem dos seus lucros, mas ele existe para ser mais que uma máquina de fazer dinheiro. Mesmo porque caso não haja um significado mais amplo ao longo do tempo, não sobreviverá. Vai faltar alma e sangue. Pessoas precisam de significado. Sentir-se fazendo parte de algo maior. Caso contrário a rotatividade é grande e o custo disso maior ainda. Clientes gostam de comprar de empresas responsáveis e sustentáveis.

- Erro primário número 6:

O pior dos pesadelos: Comprar na alta e vender na baixa. Atire a primeira análise gráfica quem nunca caiu nessa armadilha. Da mesma forma o empresário que não planeja, age sem nenhum método nem disciplina e fica bravo quando é perguntado sobre esses assuntos quando seus pequenos prejuízos começam a ser mais constantes do que seus lucros. A mistura do excesso de otimismo com achismo é explosiva e pode levar a assumir riscos desnecessários. A ira é a conseqüência mais imediata. O stress vem em seguida e vai oxidando todo o patrimônio duramente conseguido.

Erro primário número 7 (mas não menos importante):

- Não fazer nenhum cadastro do cliente que entrou naturalmente na sua loja, ou no seu site. Esse descuido merece cadeira elétrica.

O cliente te escolheu – espontaneamente - por que não oferecer alguma motivação para que ele anote o nome, e-mail e celular numa nesguinha de papel?
Não acredito que sua empresa não tenha nada, NADA, nadinha para oferecer em troca dessa possível mina a ser garimpada. Esse comportamento certamente sugere a
preguiça.

Não se iluda, manter-se alinhado com o mercado, com ações e campanhas inteligentes, requer tempo e preparo. Todos os negócios são cíclicos. O mercado sempre tirou de cena os incompetentes. Cedo ou tarde eles desaparecem. A grande charada é como ficar mais tempo na ativa e gerando recursos.

Na dúvida, chame essa turma aí de baixo. Eles costumam resolver as paradas mais difíceis.


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